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5月28日 Felicidade é...Felicidade é ... Ouvir o que você mais quer ouvir... No momento em que você mais precisa ouvir... Da voz que você mais deseja ouvir..... 5月27日 O NatalQuando pequena tinha uma relação especial com o Natal. Era na verdade uma data esperada, mas, acima de tudo, significava para mim um Oásis, um tempo de tranqüilidade. Então, se eu estava completamente perdida nas provas de matemática, achando que não iria passar de ano, ou outro problema “seríssimo” tomava conta da minha vida, eu pensava no Natal, e dizia pra mim mesma, que quando ele chegasse, tudo, de uma forma ou de outra estaria resolvido, e eu estaria feliz. Cresci com essa filosofia simplista, mas totalmente eficiente. No entanto, nunca precisei tanto do Natal quanto preciso hoje. Não que os meus testes de matemática estejam assim tão trágicos, ou que um problema insolúvel tenha me acometido. O passar dos anos nos ensina que as provas de matemática não são mais que jogos infantis, diante da importância de tudo o que vem pela frente. Felizmente esse mesmo passar dos anos nos dá a sabedoria necessária para vencer (ou ao menos tentar) a todos os obstáculos que nos apresentam. Preciso do Natal, porque ele representa exatamente o passar do tempo. Preciso porque até lá, as minhas expectativas terão se realizado, como eu espero do fundo da minha alma que se realizem, ou então eu terei tomado outras providências para que isso aconteça, mas pelo menos terá acontecido alguma coisa. Detesto essa sensação de impotência que a espera provoca. Na infância nunca consegui concluir aquela experiência do feijão, porque todos os dias eu ia mexer no algodão, para ver se alguma coisa havia brotado. A curiosidade e a ansiedade da cientista inviabilizavam o experimento. Não consigo ficar parada, esperando. Tenho a sensação de que estou perdendo. E não posso perder. Não isso. Não agora. Não depois de tudo o que senti e descobri a meu respeito. Comparo esse tempo a uma gravidez. Coincidentemente nove meses é o meu tempo de espera. Devo interpretar isso como um fato positivo? “Nove meses” é simbólico, um renascimento no final da espera. E estou grávida de minhas próprias esperanças. Sinto que este é um momento único, e meu. O meu momento. Eu preciso que seja. Preciso que dê certo, porque será muito triste se não der. Não há nada que indique o contrário, mas, e o medo? “Se a vida é uma longa espera, então ensina-me a te esperar”. Eu só espero (de novo a espera) que não me acompanhe o pior dos conselheiros nessas horas, o medo. Que de mãos dadas comigo, caminhem a convicção e a calma. Esta última nunca me foi amiga íntima, mas bem que gostaria de sua companhia. Que chegue logo o Natal, pois já escolhi meu presente. E fui uma boa menina, pouco fiz de “má-criação”, obedeci aos mais velhos, comi todas as verduras do meu prato, evitei palavras feias e escovei os dentes antes de dormir. (Luciana Rodrigues - 27/05/2006) 5月26日 Muito sujestivaSete Vidas(Marcus Viana)5月18日 FORMATAÇÃOFORMATAÇÃO
A manhã está particularmente quente, num outono que ainda teima em dar a si, ares de verão. O engarrafamento, comum nesta cidade que cresceu sem perceber, começa a fazer efeito sobre o humor das pessoas. Rostos, apenas rostos que se alinham lado a lado, nos espaços reduzidos, e não se olham, não se enxergam, não interagem. Cada rosto é uma pequena ilha, perdida na imensidão dos próprios pensamentos. A senhora com as sacolas resmunga contrariada a cada freada. A moça, de blazer nesse calor infernal, olha o relógio a cada minuto, certamente ciente de que deveria estar no emprego há meia hora. O garoto do colégio, por sua vez, não parece muito contrariado com a perda da primeira aula. Grita a todo instante, divertindo-se com os colegas que estão no fundo do veículo. No ônibus, que percorre um quilômetro por hora, só há dois caminhos, o stress ou a abstração. Escolho a segunda alternativa.
Observo a equipe de jardinagem trabalhando no canteiro central da avenida. Aparam os arbustos, domando-lhes os galhos, fazendo com que tomem sempre a mesma forma. Desenhos geométricos vão preenchendo todo o canteiro, fazendo com que o verde não destoe das linhas protocolares da paisagem urbana.
Formatação. Penso. É incrível como formatam até as plantas!
“Escapou a formatação”, ecoa em minha mente, uma voz muito querida, com palavras pronunciadas num contexto diferente, mas nem tanto. Formatam-se plantas, formatam-se coisas, e o pior, formatam-se pessoas. Sim. Nessa ânsia de padronizar, de determinar o certo e o errado, formatam-se indivíduos, a despeito de suas convicções, vontades e sentimentos.
Sentimentos não deveriam ser formatados. Ao menos não todos. Algumas coisas devem ser ditas e sentidas, sem formatação, sob pena de se perder todo o encanto de seu significado.
Não gosto de jardins geométricos, certinhos. Não que sejam feios. Tem até sua graça. Possuem uma beleza contida, cuidadosamente padronizada, forjada. Mas, a exemplo também das pessoas, prefiro a alegria libertária dos bosques, onde as árvores crescem sem amarras, cada qual seguindo seu rumo, obedecendo somente à própria natureza.
Segue o ônibus pela avenida abarrotada. Sigo eu, em minha fuga constante da tesoura e do prumo. Numa decisão intransigente de, sob muitos aspectos, permanecer bosque.
Luciana Rodrigues – 17/05/2006 5月7日 Eu não existo sem vocêEu não existo sem você Vinícius de Moraes
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim Assim como o oceano Não há você sem mim
4月25日 DESTINO
Como será que se tem certeza de que alguém é o seu destino? É engraçado como nunca havia pensado muito sobre isso, até bem pouco tempo atrás. Sempre procurei pautar as minhas ações mais pela objetividade do que pela sensibilidade. Ao menos eu achava que fazia isso. Na verdade, havia uma amiga no colegial, das poucas que ainda conservo depois de tanto tempo (não tanto tempo assim né), que me dava o pomposo título de “Pilar da Insensibilidade Romântica”. Bem pouco adequado para uma menina de dezesseis anos que queria ser do “Médicos Sem Fronteiras”, viajar o mundo inteiro e escrever muitos livros, tudo isso numa mesma encarnação. Mas fico me perguntando se, apesar de inadequada, aquela provocação juvenil não tinha um pouco de verdade. Ou um muito de verdade. Então, um belo dia o “Pilar” se vê de frente com o seu destino. E reconhece sua ventura imediatamente. É como se todas as peças do quebra cabeça de sua vida de repente começassem a se encaixar precisamente. E tudo fica absolutamente claro. Não há mais dúvidas, apenas certezas. A mesma confiança juvenil de que se pode fazer tudo, conquistar tudo, ser o que seu coração desejar ser. Depois disso, olhando em volta, o mundo permanece exatamente como antes. Os dias continuam sucedendo as noites, e as estações chegam e vão, em seu tempo, no seu ritmo. Mas para quem vislumbrou sua estrela, nunca nada será como antes. Luciana Rodrigues - 25/04/06 4月7日 Faca de dois gumesO Tempo é mesmo uma faca de dois gumes! Principalmente quando se espera muito por algo, se espera tanto e numa ansiedade tamanha, que não se pode nem respirar direito.A espera é mesmo a pior e a melhor de todas as sensações. É a melhor, pela expectativa, pelo plano, pelos sonhos. É a pior, pelo medo. Estou chegando à conclusão de que o Rei Artur estava certo ao dizer à Lancelot, que "aquele que não teme nada, também não ama a nada." Claro! Se você não ama nada, nada tem importância. Não precisa ter cuidado com nada. Não tem que ter medo de perder, porque não tem nada mesmo. Mas, a partir do momento que se tem algo muito importante na sua vida, é inevitável o medo. E, no meu caso, medo e saudade, muita! Mas, felicidade, muita também!Bom, sendo assim, eu encaro o medo, já que a felicidade é maior. Só gostaria que o tempo fosse menos implacável, e não demorasse tanto. E por outro lado, gostaria que ele corresse na medida que eu pudesse realizar tudo o que preciso. Complicado, né....rs Afinal, eu quero que passe rápido ou passe devagar? Às vezes gostaria de de repente acordar daqui a alguns meses, com tudo pronto e resolvido. Mas, se eu dormir, quem vai resolver tudo? Não dá pra dormir. Tenho que preparar tudo. Preparar o maravilhoso plano B. E aguentar a ansiedade da espera. E todas as "neuras" dela decorrentes. Firme como uma rocha.
3月5日 Temporada das FloresTEMPORADA DAS FLORES(Leoni) Que saudade!Agora me aguardemChegaram as tardes de sol a pinoPelas ruasFlores e amigosMe encontram vestindoMeu melhor sorriso Eu passei um tempoAndando no escuroProcurandoNão achar as respostasEu era a causaE a saída de tudoE eu cavei como um túnelMeu caminho de volta Me espera, amorQue eu estou chegandoDepois do invernoÉ a vida em coresEspera, amorNossa temporada das flores Eu te tragoUm milhão de presentesQue eu achavaQue já tinha perdidoMas estavamNa mesma gavetaQue o calor das pessoasE o amor pela vida Me esperaEstou chegando com fomePreparando o campoE a alma pras floresE quando ouvirAlguém falar no meu nomeEu te juro que podeAcreditar nos rumores2月22日 PETALAPÉTALA
(Djavan)
O seu amor 2月20日 CoisasMandaram esse questionário para que eu respondesse. Interessante. Dá pra resumir a personalidade de alguém por aqui..rsrsr
COISAS QUE EU ODEIO FAZER OU QUE ME DÃO MEDO:
ODEIO - Gente que “tranca” cruzamentos - Espertinhos que tentam levar vantagem sobre os outros - Pessoas que ocupam os assentos reservados nos ônibus, e fingem que não é com elas, quando chega alguém que tenha direito ao assento. - Odeio jiló. Incrível como tem gente que gosta! - Odeio prepotência, intolerância, ignorância, preconceito, hipocrisia. - Odeio minha vizinha que toca “lambadão” às 6 da manhã de sábado, e vai lavar roupa! (nada contra lambadão!) - Odeio gente que odeia também..rsrs
TENHO MEDO - De magoar as pessoas que eu amo. - De passar a vida sem vivê-la. - De perder... Não gosto de perdas. - Tenho medo da violência também. Mas isso está mais ligado ao medo da perda do que do resto.
COISAS DE QUE EU GOSTO: - Atender o telefone e ouvir: “Alô meu Amor!” - Cuiabá em junho/julho. Cuiabá é fantástica em todas as épocas, mas é especialmente legal nos meses mais frios... Única época em que existe frio por aqui. - Manhãs de sol, com temperatura amena. - Escrever um texto que fique legal. - Estar apaixonada. - Correr toda tarde, e ver que não estou morrendo ou me arrastando. Que sensação incrível e nova! Rsrs. - Sorvete de Baunilha com granulado, do Bob’s. - Olhar para o céu estrelado e procurar por ALDEBARÃ.
OBJETOS QUE ME SÃO FUNDAMENTAIS: - Meu computador - Meus livros - Telefone/Celular - Ventilador - Fotografias de quem eu amo - Bloco de notas e caneta
FATOS SOBRE A MINHA PESSOA: - Me formei em Direito - Adoro escrever - Amo Viver, mesmo quando a vida não é justa. - Acredito no futuro, na felicidade, na força e na beleza dos encontros. - Acredito que somos parcialmente responsáveis pelas coisas darem certo ou não na nossa vida, e temos que assumir essa parcela de responsabilidade. - Sou péssima companhia nas compras. Escolho muito rápido. Depois de três ou quatro horas começo a ficar chata..rs - Choro no cinema, em comerciais de final de ano, hino nacional nas olimpíadas, ou em qualquer outra ocasião que me toque, seja boa ou ruim.
COISAS QUE AINDA PLANEJO FAZER:
São tantas coisas que apenas essa vida não será suficiente.
- Ser aprovada num bom concurso público, que me dê estabilidade. - Família - Conseguir publicar o que eu escrevo, e que as pessoas gostem, de preferência..rs - Tocar violão direito, com todas as cordas. - Aprender a falar um Inglês decente - Fazer Mestrado, Doutorado... - Ser menos ansiosa e conseguir ficar mais “zen” diante das dificuldades. - Viajar muito. - Fazer com que minhas ações sejam realmente importantes para as pessoas. Que eu possa ao menos fazer a minha parte. - etc... etc... etc...
COISAS QUE CONSIGO/POSSO FAZER - Dormir por 12 horas seguidas ou ficar dois dias acordada. - Odiar acordar cedo, mas acordar de cara boa. - Me divertir muito numa festa sem beber nada. - Improvisar e me adaptar. - Ser convincente quando eu preciso. Especialmente no meu trabalho. - Cantar algumas músicas sem dar muito vexame. - Ser muito chata, quando eu quero.
COISAS QUE NÃO FAÇO OU NÃO PODERIA FAZER - Prejudicar alguém deliberadamente, se tivesse escolha. - Tirar a vida de alguém, friamente. - Humilhar ou ferir deliberadamente alguém. - Usar coisas excessivamente caras e inúteis, apenas por exibicionismo. Mesmo que eu tivesse condições financeiras para isso. Isso é horrível!!! De muito mau gosto. - Comer algumas comidas exóticas - Ser racional quando se trata de assuntos irracionais.
COISAS QUE EU MAIS DIGO NO MEU DIA A DIA - Bom Dia! Como vai? - Vai dar tempo! - Sério? - Tudo bem, eu dou um jeito. (Ihhh) - Eu te amo!(Ultimamente) - Estou com saudades! - Estou estudando... Sim, estou treinando. - Vai dar tudo certo.
2月16日 O Estar ApaixonadoO Amor é mesmo um sentimento fantástico. A maior descoberta humana desde o fogo. Não! Trata-se da maior descoberta da humanidade desde sempre! Exagero? Oras! Qual é mesmo a magnitude dos avanços tecnológicos, que levaram milênios para chegar ao estágio atual, diante da rapidez com que somos lançados ao espaço, cada vez que nos apaixonamos? Ou diante da sensação de vertigem que temos cada vez que enxergamos, respiramos, tocamos ou ouvimos a voz do objeto de nossa paixão? Ou ainda, da certeza absurda de que o mundo é justo, as pessoas são boas, e a segunda feira é simplesmente o melhor dia da semana? Ah! São mesmo absurdos os apaixonados! E como são irritantes, com seus sorrisos fáceis, suspiros profundos e olhares perdidos e felizes, a despeito de todas as mazelas cotidianas. Esse estado demanda principalmente acreditar plenamente em tudo. Confiar no seu sonho, e fazer dele um projeto. Ter consciência de que a vida lhe deu um presente, e que presentes assim tão raros, fazem jus a tratamentos e cuidados especiais, sendo necessário merece-los, ou se fazer merecedor de tal dádiva. Estar apaixonado é crer no futuro, é fazer mandingas para que o telefone toque, e atendê-lo com o coração aos pulos, quando este finalmente toca. É fazer cara feia, se do outro lado não está quem se espera, ou abrir um sorriso de dois palmos, ao ouvir a voz tão desejada. É falar por horas a fio, sobre assuntos totalmente indiferentes para o mundo, mas que fazem todo o sentido para os amantes. É rir ou chorar por besteiras, falar ao mesmo tempo a mesma palavra, sentir uma sintonia perfeita entre corpos e mentes. É notar que as horas voam lépidas, quando estão próximos, e se arrastam penosamente, quando distantes. É principalmente não ter que sonhar sozinho, e sim aos pares. É poder incluir alguém em seu sonho, e desejar, com todas as suas forças, que seja para sempre. Estar apaixonado é, acima de tudo, poder irritar profundamente aos cépticos, com nossos típicos sorrisos fáceis e olhares deslumbrados. Porque, afinal de contas, o mundo é justo, as pessoas são boas, e a segunda feira, óbvio, é o melhor dia da semana! Luciana Rodrigues 16/02/06 2月12日 Pensamento do dia...Neste mundo nada nos torna necessários, a não ser o amor. (Goethe)
Eu tenho uma razão maravilhosa para acreditar nisso! 1月30日 Interessante essa LetraEncostar Na TuaAna CarolinaEu quero te roubar pra mim 1月27日 TempoÉ fantastica a velocidade em que anda essa coisa avassaladora chamada tempo. Como os minutos tão rapidamente transformam-se em horas, como bebês em crianças, as horas em dias, dias em meses, e estes em anos. E de repente parece que você está numa daquelas cenas de filmes, em que as imagens são aceleradas, nuvens se formam e se desfazem em segundos, e o sol que nasce neste instante já vira um poente no instante seguinte, tudo para simbolizar a passagem do tempo.
Às vezes me sinto num desses redemoinhos do tempo. Pareço num lápso, um delírio consciente de memória. É tão estranho. Como se tivesse feito tantas coisas, e nada ao mesmo tempo. Como se tivesse vivido mila anos, e ao mesmo tempo tivesse acabado de nascer. E de repente, não mais que de repente, como diria o Vinícius, estou na minha máquina do tempo particular. Tenho uns 16 anos e o Fredie Mercury está ecoando no toca fitas (eles ainda existem). Depois dele entra Madonna, em Like a prair, numa fita vermelhinha, "TDK", que demorei dias copiando do rádio, apenas as minhas preferidas. Incrível, não ouço essa fita à pelos menos 15 anos. Na verdade nem me lembrava mais de sua existência. Ficou guardada numa caixa de sapatos, que sobreviveu à mudanças sucessivas, até que um dia me dispus a abri-la. Agora a Witney (Houston) pede "one moment in time". Chego à conclusão de que a adolescência não faz muito bem às pessoas. Ao menos não fazia muito bem a mim, sob o aspecto musical. De todas as "preferidas" poucas ainda o são.
Ah!!! Mas queiram me desculpar! Eu tinha 16 anos, estava repetindo o primeiro ano do colégio, o garoto que eu gostava nem sabia que eu existia (e nem deve saber ainda), eu estava bem acima do peso e tinha espinhas na testa. Oras! Fico satisfeita de não estar ouvindo agora "Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer..." Nada contra a música, claro, mas contra seu estado de espírito.
Lembro que aquele ano...1989, foi o último em que fui criança. Ao menos a minha então concepção de criança. Daí em diante me decidi a ser perfeita. A fazer exatamente tudo o que se esperava de mim. So que, lógico, eu não consegui ser perfeita. O máximo que consegui me tornar, foi uma chata. E por algum tempo consegui exercer esse papel divinamente bem. Nossa! Que pessoazinha irritante, presunçosa, hipócrita eu tentei ser! Se eu cruzasse comigo mesma, naquela época, certamente viraria a cara.! rs Mas em compensação, que pessoa infeliz! Acho que vou ter que fazer uns 60 anos de análise para superar esse curto período. Será que existe algum pacote intensivo?
Bom, graças à Deus um dia eu percebi que não estava sendo "perfeitinha" para ninguem, e muito menos para mim mesma. E resolvi tentar algo muito mais desafiador e extraordinário do que simplesmente ser "perfeita". Eu resolvi tentar ser apenas feliz.
Luciana Rodrigues 1月25日 ChovendoEstá um verdadeiro dilúvio, e eu aqui dentro, vivendo alguns momentos de tédio absoluto. A rua, onde agora à pouco era possível perceber o ar quente subindo diretamente do asfalto, agora está toda tomada por um grande rio de águas frias e turvas. Nas vidraças, gotas se movimentam buscando as mais próximas, se unindo e formando outra gota maior, e maior, e maior... Imediatamente me veio à mente um texto que chegou até mim por intermédio de uma grande amiga, dias atras, onde se associa a união das gotas à união das pessoas, por um objetivo comum, ainda que esse objetivo seja a prosaica arte da sobrevivência.
Dias de chuva me chateiam. Sempre me chatearam. Me lembro que nunca nos deixavam brincar lá fora nos dias de chuva. Geralmente nas férias, naqueles janeiros intermináveis e deliciosos, em que não se tinha absolutamente nada para fazer, a não ser aborrecer os adultos. Éramos muitos, os pequenos. Irmãos, primos, amigos Seja do lado paterno ou materno, éramos muitos, e ansiosos, urgentes, sempre prestes a explodir de tão plenos... tão repletos de vida!
Claro que éramos infernais! Precisávamos de calma. E de vez em quando tínhamos um "acalmador" muito especial. O Seo Tonico. Meu bisavô. Ele se sentava e reunia o "bando" em torno de si. "Vô contar uns 'causos' procês". E então ficávamos horas e horas, de olhos fixos, imóveis, ouvindo aventuras fantásticas, encontros com monstros mitológicos, uma audiência com o rei....Pura mitologia grega, mas contada como algo que havia acontecido ali pertinho, bem do lado, com o compadre fulano.
Tenho um carinho imenso por esse avô duplo, e pelo que ele representou. E uma nostalgia de um tempo em que se corria mais, mas por motivos mais divertidos. Um tempo em que toda a preocupação acerca do futuro consistia em de que iriamos brincar no dia seguinte.... se não chovesse. Mudamos todos, mudou o cenário, a casa já não existe, os monstros já não parecem mais tão assustadores, e as aventuras, são bem menos interessantes. O contador de "causos" já se reuniu aos seus compadres lá do Olimpo, e nós, os ex - meninos, também mudamos, preocupados com nossos umbigos. Apenas os janeiros não mudaram. Continuam quentes e chuvosos. E as gotas continuam se unindo nas vidraças, e as crianças continuam ansiosas por brincar na rua. Que bom para elas.
Luciana Rodrigues 1月17日 MudandoDizem que apenas os tolos ou loucos não mudam de idéia. Acho que sou um exemplo vivo dessa mudança cotidiana de pensamento e de posição. Talvez essa flexibilidade possa ser confundida por alguns, como imaturidade. Eu chamo a isso de sensibilidade. De posicionar-se a cada dia de maneira diferente perante o mundo, a fim de estar sempre no melhor ponto para enxergá-lo e compreendê-lo, ou o mais difícil, tentar compreender a si mesmo. Mundo gira mundo, e giram também nossas consciências, nossas perspectivas, nossos sonhos e nossos conceitos. A vida passa numa velocidade vertiginosa. E quando damos por nós, descobrimos que somos bem diferentes dos nossos sonhos de infância. Mas, se olharmos bem de perto, veremos que afinal, não estamos tão mal assim. Mundo gira mundo, e percebemos que o tempo de realizar é bem pior que o de sonhar. Mas que ainda se pode sonhar no mundo real. E os velhos sonhos de infância, que parecem bem tolos, dão lugar a novos sonhos, que talvez pareçam tolos amanhã. Mundo gira mundo, na sua velocidade estelar, e leva embora nossas velhas esperanças, e traz consigo as novas probabilidades. E transforma meninas em mulheres, e o abstrato em real. E enquanto isso, apenas os tolos ou loucos não mudam de idéia. 12月29日 PerspectivaPerspectiva
Quando nascer o novo dia, que não tenha resquícios do passado. Livre, indômito em sua magia, deixe na noite, o injusto, o errado.
Que com o sol não renasçam lembranças perdidas; solidões há tempos vencidas, e tristezas já esquecidas.
Que o dia possa nascer, sem estilhaços do ontem. Que nasça longe da ilusão do ser, do dever ser, do poder ser.
Que não seja tempo de rever, mas tempo de esquecer. Esquecer palavras duras não ditas, e poesias de amor jamais escritas.
Luciana Rodrigues
PassadoAlgumas pessoas que passam por nossa vida são tão especiais, que, mesmo tendo passado, nos deixam marcas, permanecem conosco para sempre.
Felizmente algumas vezes temos uma segunda oportunidade de deixar que entrem em nossa vida, e novamente façam parte dela. E quando isso acontece, é realmente fantástico.
Trago comigo uma cultura de olhar sempre adiante, nunca para o passado. Mas o passado pode nos brindar com agradáveis surpresas. Pois, bem vindo passado, numa roupagem nova de presente, e numa tênue esperança de futuro. 12月19日 De voltaPela freqüência com que escrevo nesse blog, ele deveria se chamar "O ano de Lu", ou talvez "A década de Lu". Antigamente, na adolescência eu escrevia Diários... e os escondia para que jamais fossem lidos. Claro que a maioria deles se perdeu, e corro o risco de amargar algum escândalo, ou uma Biografia não autorizada, caso algum dia eu fique multimilionária, ou famosa. Mas, como não há em vista a possibilidade de acontecer nem uma coisa e nem outra, acho que vou continuar a dormir tranquila. Ainda soa estranho para mim fazer um diário aberto ao público... rs, mas é interessante poder expor algumas bobagens, o que no meu caso nem é uma exposição tão séria assim, diante da quantidade ínfima de visitas que tenho....
11月21日 Drummond"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade." C.Drummond de Andrade |
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